O primeiro incômodo
Um punhado de gestores de organizações pequenas descobre, numa conversa de corredor, que todos travam exatamente no mesmo lugar: estatuto, conselho, prestação de contas. A federação nasce dessa constatação.
A FETESE, Federação do Terceiro Setor, reúne organizações sociais que já sabem o que querem fazer e precisam de estrutura para chegar mais longe. Nós não damos a causa: damos o método, a papelada em ordem e a rede em volta.
Uma organização social sozinha aprende tudo do zero, erra tudo sozinha e paga caro por cada erro. Uma federação existe para que esse aprendizado seja coletivo, e para que a experiência de uma vire o atalho da outra.
Uma casa em comum. As organizações associadas mantêm sua autonomia e ganham estrutura, representação e uma agenda coletiva.
Associações de moradores, institutos, coletivos e ONGs de qualquer porte, inclusive as que ainda não têm CNPJ nem sede fixa.
Não somos financiadores nem consultoria que entrega relatório e some. Ficamos até a organização sustentar o próprio ritmo.







Um punhado de gestores de organizações pequenas descobre, numa conversa de corredor, que todos travam exatamente no mesmo lugar: estatuto, conselho, prestação de contas. A federação nasce dessa constatação.
Sai o improviso, entra o método. A primeira trilha de formação em gestão social é desenhada e rodada com sete organizações associadas, de graça, e com material aberto desde o primeiro dia.
Paramos de esperar que as organizações venham até nós. Começam os atendimentos institucionais: a equipe vai até a sede, senta com quem executa e trabalha em cima do problema real.
Uma palestra vira uma série. O formato itinerante leva gestão, prestação de contas e captação para outras cidades, e descobre que a sala cheia vale tanto quanto o conteúdo.
A agenda do terceiro setor chega às mesas onde as regras são escritas. Deixamos de apenas formar organizações para também disputar as condições em que elas trabalham.
O Collab Social estrutura tudo o que aprendemos num programa só: capacitação prática, turma cheia, parceria com o poder público e certificação no fim.
A federação passa a executar projeto próprio. O Projeto Beleza e Geração de Renda leva seis cursos de estética e beleza para duas comunidades e forma 57 pessoas, devolvendo à nossa formação o barro no sapato que faltava.
Instância máxima. Cada organização associada tem um voto, independentemente do porte ou do orçamento.
Define as prioridades do biênio e aprova a entrada de novos programas. Mandatos de dois anos, com renovação parcial.
Acompanha as contas mês a mês e assina o parecer que abre a prestação de contas pública.
Toca o dia a dia dentro do que a assembleia definiu. Responde por prazos, contratos e resultados.
Quem entra na sede das organizações, dá as formações e vai a campo. É de onde vem quase toda ideia nova daqui.
Se a organização ficar dependente da gente, nós falhamos. O sucesso é a saída bem planejada.
Trilhas, modelos e planilhas ficam públicos. Conhecimento trancado não fortalece setor nenhum.
Orçamento grande não compra mais voz. A menor organização decide tanto quanto a maior.
Prestação de contas pública, no site, sem precisar pedir. Cobramos isso das associadas e de nós mesmos.
Nenhum diagnóstico começa com slide. Começa com duas semanas ouvindo quem executa e quem é atendido.
Programas, editais e projetos que só existiram porque alguém sentou do outro lado da mesa: poder público, associações de moradores, institutos e organizações associadas.
Conte em duas linhas o que está travando. A gente responde em até dois dias úteis, com uma conversa, não com uma proposta comercial.
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